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Doutor ao Vivo, startup de telemedicina, recebe aporte pré-seed liderado pela FCJ Angels Network

O investimento servirá para expandir a operação, time, vendas e a própria plataforma do Doutor ao Vivo e também é um marco para a FCJ Angels Network, que concretiza o primeiro grande aporte da rede de investimento-anjo

A startup Doutor ao Vivo, especializada em telemedicina, está entre as grandes ideias impulsionadas pela inovação em saúde no último ano. O negócio iniciou suas operações em março de 2020, a partir da regulamentação da telemedicina pelo Ministério da Saúde em caráter emergencial devido à pandemia de coronavírus. Hoje, pouco mais de um ano e meio depois, a startup já atingiu a marca de 750 mil teleconsultas e 400 mil pacientes atendidos. Agora, com o recebimento do aporte pré-seed pela rede de investimento-anjo FCJ Angels Network, a empresa está em busca de tração.

O Doutor ao Vivo é uma das startups brasileiras que possibilitam levar  saúde para todas as partes do mundo. A empresa oferece a hospitais, clínicas, operadoras e profissionais liberais uma plataforma de telemedicina humanizada e totalmente customizável. A solução conta com uma jornada de atendimento completa, entregando de forma simples e segura agendamento e atendimento online, com prontuário, prescrição digital e solicitação de exames. “No Brasil, nossos clientes já atenderam pacientes de mais de 2.500 cidades, além de termos recebido acesso de mais de 40 países. Continuamos fiéis ao nosso propósito, que é conectar pessoas e valorizar vidas”, diz Mauren Souza, CEO e cofundador da startup.

Com o investimento, o Doutor ao Vivo mira no upgrade da plataforma, que garantirá uma melhor experiência ao usuário e uma jornada de teleatendimento cada vez mais humanizada. Além disso, o aporte também servirá para expansão das operações e do time. “O investimento chegou numa hora em que o mercado está se reposicionando no pós-pandemia e as empresas da área de saúde estão entendendo e avançando em novos modelos de negócio com a telemedicina. Queremos que essas empresas e profissionais nos vejam como um canal de cuidado nessa relação digital entre médico e paciente”, explica o CEO do Doutor ao Vivo.

Um panorama da telemedicina no Brasil

A telemedicina já vinha sendo discutida no Brasil desde 2002 com a Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 1.643/2002. Depois de dezoito anos, muito havia sido debatido, mas os acordos ainda não eram concretos. Nesse período, foi autorizada a relação virtual entre médico e paciente em áreas geograficamente remotas por meio da Resolução nº 2.227/2018, embora a resolução tenha sido revogada após 15 dias de sua aprovação.

Enquanto profissionais e entidades de saúde esperavam por uma nova regulamentação que estabelecesse as bases dos atendimentos em saúde por meio de tecnologias digitais e que concedesse flexibilidade aos médicos quanto à escolha da melhor opção de atendimento para cada paciente, a pandemia de coronavírus atingiu o mundo e se tornou a catalizadora da Portaria nº 467, de 20 de março de 2020, que autorizou a telemedicina no Brasil de modo temporário.

Após um ano e quatro meses de liberação, em julho deste ano, a telemedicina já havia sido responsável por salvar mais de 75 mil vidas no país, com mais de 7,5 milhões de atendimentos realizados por mais de 52 mil médicos, de acordo com os dados levantados pela Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde Digital. Desse total de teleatendimentos, 87% corresponde à atenção primária, o que contribuiu para evitar idas desnecessárias a consultórios médicos e, consequentemente, uma maior disseminação do coronavírus.

Ainda em discussão no Congresso Nacional, a regulamentação definitiva da telemedicina causa desentendimento entre profissionais de saúde e órgãos federais, uma vez que o Conselho Federal de Medicina defende a liberação da telemedicina apenas como retorno, não como primeira consulta. Esta, segundo o órgão, deve ser realizada presencialmente. No entanto, médicos apontam que essa decisão contradiz um dos princípios da bioética médica.

Em entrevista ao portal Medicina S/A, Eduardo Cordioli, que é presidente da Saúde Digital Brasil, aponta que “[…] cabe a cada profissional, especialmente ao médico, avaliar se a consulta realizada à distância com o uso de tecnologia é adequada ou não. É essa autonomia de escolha que deve nortear o ato de cuidar das pessoas”.

Nesse cenário, ao menos 8% do mercado de telemedicina passou pelo Doutor ao Vivo através de seus clientes. “O Doutor ao Vivo tem uma média de 60 clientes atualmente, com médicos de inúmeras especialidades, além de hospitais e planos de saúde, e pelo menos 10% desses profissionais já realizaram mais de 500 consultas utilizando nossa plataforma”, aponta Mauren.

“Outro dado relevante é que a média de distância entre um paciente e um profissional no Brasil é de 350km. Portanto, cada uma dessas consultas economiza tempo, dinheiro, combustível e hospedagem e faz com que a saúde chegue a locais onde, normalmente, não chegaria ”, finaliza o CEO do Doutor ao Vivo.

Nesse período experimental, a telemedicina mostrou ser capaz de democratizar o acesso à saúde no Brasil, com o potencial de superar desigualdades crônicas. Além disso, as plataformas digitais de atendimento também garantem a diminuição de erros em receituários e evitam a falsificação de atestados médicos.

Sobre a FCJ Angels Network

A FCJ Angels Network, rede de investimento-anjo da FCJ Venture Builder, também registrou seu primeiro marco com esse aporte. O investimento na startup Doutor ao Vivo foi a primeira materialização da rede, que foi lançada em abril deste ano. “Esse é um momento de conquista, tanto para a startup, para a rede de anjos e para os investidores. Nós concretizamos o nosso primeiro aporte, mas também demos início à fase de tração do Doutor ao Vivo e esse é nosso maior ganho”, diz Daniel Goes, CEO da rede.

Daniel Goes, CEO da FCJ Angels Network, entrega cheque a Mauren Souza, CEO do Doutor Ao Vivo, durante a segunda edição do Corporate Venture Summit.

O investimento-anjo é de grande importância para o crescimento sustentável de qualquer startup, isso porque essa modalidade vai além da injeção de capital em novos negócios inovadores. No mundo da inovação, o investidor-anjo é essencial para o desenvolvimento pleno das startups, pois, além de recursos financeiros, ele também aplica seus conhecimentos de mercado, sua experiência na criação de novos negócios, e aumenta as chances de crescimento e sucesso das empresas nascentes.

O CEO da FCJ Angels Network enfatiza a potencialidade da rede de investimento. “Os anjos estão para apoiar e negociar as melhores condições para as startups e, mais do que ninguém, queremos que o Doutor ao Vivo cresça muito, porque isso significa valorizar nosso conhecimento como uma rede. Vamos aportar o smart money para que o Doutor ao Vivo atinja novos patamares com a ajuda dos anjos.”

Além do aporte inicial, Goes também fala sobre a possibilidade de um segundo cheque para o Doutor ao Vivo no período de seis meses, com base na performance da startup. “O Doutor ao Vivo é uma startup altamente investível, é uma empresa que entrega muito valor e que consegue transformar a vida de pessoas em qualquer localização. Para se ter ideia, uma investidora-anjo brasileira que mora nos Estados Unidos decidiu fazer parte do grupo que aportou no Doutor ao Vivo justamente porque ela utiliza os serviços de telemedicina e ficou fascinada com o valor que a startup entrega”, conta o CEO da FCJ Angels Network.

A startup Doutor ao Vivo, antes de ser selecionada, participou do 1º Angels Day da FCJ Angels Network, foi avaliada internamente pelos investidores-anjo e passou pelo processo de due diligence. “O investimento-anjo é uma realidade. Existem pessoas dispostas a trabalhar para o crescimento sustentável dessas startups, mas, para isso, é preciso seguir um caminho”, enfatiza o CEO da rede de investimento.

As conquistas do Doutor ao Vivo e da FCJ Angels Network refletem a potencialidade da Holding FCJ Venture Builder, que é a maior rede de venture builder da América Latina. Goes afirma que o investimento-anjo pode acontecer em qualquer lugar do mundo. “Essa é a mágica da FCJ. Estamos presentes em diversas localidades e o que nos conecta é a cultura, de investir com propósito e de ganhar junto”.

A startup Doutor ao Vivo é co-buildada pela FCJ Triângulo e FCJ São Paulo, duas venture builders que compõem o portfólio da holding FCJ, multinacional presente na América Latina, Estados Unidos e Europa que conta com mais de 200 investidores e um portfólio avaliado em mais de R$ 184 milhões.

Acesse o site do Doutor ao Vivo e conheça a solução. Para mais informações, acompanhe as redes sociais da startup.

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